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  António Sena Pintura
 
 

O tabuleiro vazio de uma destas telas remete-nos para o fascínio por uma amálgama de "raízes' e "corpos' de palavras num espaço multi-direccional e não linear, como aquele que acontece nas palavras cruzadas mas deixou de acontecer na nossa linguagem verbal.

É essa qualidade visual, espacial e evocativa do que dizemos e escrevemos que é recuperada em muitas pinturas de António Sena. A memória e a história dos suportes em que se inscreveu a expressão humana ao longo dos tempos parece conforme à opção dos tons argilosos nestes trabalhos e à criação de metáforas ligadas à ideia agrícola e arqueológica de escavação. Nos escombros da terra vivem formas e ideias fragmentadas por decifrar ou recuperar. Leonor Nazaré


     
 

S/ título 1996. Acrílico s/ tela, 120x120 cm

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Exposições na Galeria Lino António
Pintura . Novembro a Dezembro de 2006