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  Evocar Lino António 1995
 
 


 

 

 

 

 
 

Lino António (1898 - 1974)

Lino António nasce em Leiria, a 26 de Novembro de 1898. Frequenta o Curso de Belas Artes no Porto e em Lisboa, formando-se em Pintura. Ligado aos movimentos modernos, serve-se dos valores estéticos que mais adequados se mostram ao seu estilo, maneira de ser e sensibilidade, na composição de obras de largo sentido decorativo, formas robustas e cores vibrantes, de um figurativismo sólido e arquitectónico, anunciador do futuro pintor de murais.

A primeira fase da sua obra revela a sua ligação a valores regionais, nomeadamente títulos como "Pescadores", "Nazareth", "Leiria", obras expostas em 1930 (Colectiva da S.N.B.A.), ou ainda, fazendo parte do acervo do Museu de Arte Contemporânea, "Na Fonte" (1933), "Peixeirinhas" (1938), "Ceifeiras" (1943) e "Ameixoeira" (1944).

Faz a sua primeira exposição individual em Lisboa, em 1924, sob o patrocínio da S.N.B.A..

Do texto do catálogo, da autoria de Américo Durão, retira-se "... Corre em seu sangue o ritmo e a fascinação do Mar... A gente do mar encanta-o pela esbelta e forte beleza plástica dos seus corpos.. . ".

Volta a expôr individualmente em 1944 (S.P.N.). Ganha medalhas de honra em Sevilha (1929) e Paris (1932). Obtém em 1943 o prémio Rocha Cabral.

De acordo com a tendência anunciada Lino António dedicar-se-á de uma forma cada vez mais exclusiva à realização de obras murais e irá tomar-se um apaixonado cultor de artes decorativas, afirmando-se como vitralista e mosaicista excelente.

Trabalha para igrejas de Lisboa, Vila Viçosa, Almada, Lamego. Executa para o Santuário de Fátima uma série monumental de painéis de cerâmica policromada, com a colaboração do pintor Querubim Lapa e do ceramista Manuel Cargaleiro.

Realiza trabalhos na Reitoria da Universidade de Lisboa, Faculdade de Direito e Biblioteca Nacional, Hotel Ritz, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Assembleia Nacional, etc.

Está representado no Museu de Arte Contemporânea (Chiado), C.A.M., Museu Soares dos Reis (Porto), vários museus regionais e colecções particulares.

Como Metodólogo e Pedagogo é professor de Pintura e Desenho no ensino técnico e director da Escola de Artes Decorativas de Lisboa (actual Escola António Arroio). Aqui realiza um trabalho importante de modernização curricular, adaptando a Escola às necessidades naturais que o processo evolutivo da vida e da cultura exigem. Para concretizar este objectivo foi sua preocupação reunir um corpo docente de qualidade que tomou a Escola António Arroio respeitada e amada, espaço de iniciação de sucessivas gerações de artistas.
A importância da sua acção revela-se ainda na memória viva daqueles que hoje continuam a sua obra na actual António Arroio.